Memórias em papel de duas pessoas
Paper Memories of Two People
Quando comecei esta loja, era tudo muito simples — eu estava apenas ajudando uma amiga com os convites de casamento dela.
Ela me disse que não queria nada muito "parecido com um modelo". Queria algo que parecesse pessoal — algo que você pudesse olhar e entender imediatamente: "isso nos pertence".
Então, criei um cenário bem simples. Nada muito complicado, apenas pequenos detalhes baseados na história deles, em suas personalidades e em coisas que tinham significado para eles. Depois de vê-lo, ela me disse: "Isso não parece mais um convite. Parece parte do nosso relacionamento."
Essa frase ficou na minha cabeça.
Depois disso, mais pessoas começaram a entrar em contato. Algumas estavam juntas há anos, outras estavam apenas começando sua jornada. Mas todas disseram algo semelhante: não queriam algo muito comercial ou genérico. Queriam algo que refletisse quem elas eram.
Assim, essa loja cresceu naturalmente até se tornar o que é hoje. Mas, na minha opinião, nunca a vi realmente como uma loja de "produtos para casamento". É mais como transformar um relacionamento em algo que você pode segurar nas mãos — um cartão, um voto, um pequeno detalhe que carrega significado.
Às vezes, depois de finalizar um pedido, me pego pensando no casal. Talvez estejam experimentando vestidos de noiva, talvez estejam discutindo sobre algo insignificante, mas, no fim, ainda escolhem um ao outro.
O que eu espero é simples: que, anos depois, quando olharem para trás e reverem essas lembranças, ainda consigam se recordar do motivo pelo qual escolheram se casar — e por que foi com essa pessoa.
When I first started this shop, it was actually very simple—I was just helping a friend with her wedding invitations.
She told me she didn’t want anything too “template-like.” She wanted something that felt personal—something you could look at and immediately understand, “this belongs to us.”
So I designed a very simple set. Nothing overly complicated, just small details based on their story, their personalities, and things that meant something to them. After seeing it, she said to me, “This doesn’t feel like an invitation anymore. It feels like a part of our relationship.”
That sentence stayed with me.
After that, more people started reaching out. Some had been together for years, some were just starting their journey. But they all said something similar—they didn’t want something overly commercial or generic. They wanted something that felt like themselves.
So this shop naturally grew into what it is today. But in my mind, I’ve never really seen it as “selling wedding products.” It’s more like turning a relationship into something you can hold in your hands—a card, a vow, a small detail that carries meaning.
Sometimes, after finishing an order, I find myself wondering about the couple. Maybe they’re fitting wedding dresses, maybe they’re arguing about something small, but in the end, they still choose each other.
What I hope is simple: years later, when they look back at these pieces, they can still remember why they chose to get married—and why it was this person.